Relacionamentos Líquidos - Seus efeitos na família

Relacionamentos Líquidos - Seus efeitos na família

Falaremos sobre os “agentes liquidificadores” que desconstroem os relacionamentos nos dias atuais, ou apontam para uma forma diferenciada de se relacionar. No passado, existia uma estrutura mais sólida nos relacionamentos, existiam absolutos que “balizavam” a vida, mas vivemos numa sociedade líquida, que valoriza a inexistência de absolutos.

1ª Mensagem - Compromissos solúveis

(01/05/2016)

Trataremos o problema da desconstrução do absoluto. Nossa sociedade não apenas desconstruiu os absolutos, mas ela valoriza essa queda de absolutos. Vivemos a falta de garantias. Modernidade – Os absolutos caíram, que certeza que eu tenho? Nenhuma! O que acontece é a perspectiva da incerteza. As pessoas não assumem mais compromissos até a morte. Quem me garante que vai ser até a morte?

Segundo o sociólogo Zigmunt Bauman nosso tempo é marcado por uma “incerteza do futuro”, causada pela desconstrução dos absolutos. Vivemos a falta de garantias, a perspectiva da incerteza. Por isso mesmo as pessoas não assumem mais compromissos duradouros. Quem me garante que será até a morte? Na família, por exemplo, isso se manifesta com o fim do compromisso que nos liga ao outro “até que a morte nos separe”. Mas em Mateus 19.1-12 (v.8) Jesus nos lembra que “não foi assim desde o princípio”

2ª Mensagem - Vínculos diluídos

(08/05/2016)

Como vivemos nossos relacionamentos? Da mesma maneira que vivemos nossas conexões virtuais? Nos conectando e desconectando ao sabor do humor do dia? Dependendo quem apoio ou não nossas correntes político ideológica? Relacionamentos não podem ser superficiais, apoiados apenas em um aspecto de nossas vidas. Não podemos tratar os outros como algo descartável. Nem fazer amigos por interesses, sem o desejo de envolvimento real e profundo. Através do saudável relacionamento entre marido e mulher Deus nos revela como devem ser nossos relacionamentos com os outros!

3ª Mensagem – Perseverança dissolvida

(15/05/2016)

Analisamos o que Bauman chama de “O Esforço do amor e Consumo do desejo”. Precisamos perceber como vivemos em nossos relacionamentos um imediatismo que destrói. O amor exige esforço prolongado, perseverança, mas as pessoas estão cada vez menos dispostas a investir no relacionamento.

Em meio a crises políticas e sociais devemos lembrar o que o apóstolo Paulo diz aos coríntios. Podemos fazer tudo, mas se não tiver amor, será vazio. Ou seja, se por comodidade ou imediatismo vivemos nossas vidas sem amor, viveremos vidas vazias.

4ª Mensagem – Fidelidade fluida

(22/05/2016)

 

Quais são as fronteiras de nosso tempo? Até onde é aceitável ir? Bauman diz que a sociedade líquida não tem “limites”, as fronteiras são líquidas. Então, tudo vale se te faz feliz! Isso faz com que estejam abertos a novas experiências antes inadmissíveis, como os semi-casados, os relacionamentos abertos, a troca de casais, etc. Mais uma vez percebemos que a felicidade a todo custo, baseada no sexo e prazer imediato, é quem dita as regras e conduz vidas. Hoje vamos deixar que Deus abra nossos olhos e nos mostre ao que somos fieis. E buscar na Bíblia até onde deve ir nossa fidelidade.

5ª Mensagem – Amor canalizado

(29/05/2016)

Hoje falaremos do Amor Canalizado. Não há como negar, temos dificuldade em amar. Nos tornamos seletivos e direcionamos o amor apenas para pessoas e causas que temos interesses. Por isso mesmo, para Bauman, embora necessário a vida comunitária, o “amor ao próximo” parece impossível. Impossível porque buscamos o tempo todo obter lucro e levar vantagem na relação. Por fim, descobrimos que o que amamos é o resultado dessa equação – a possibilidade de sermos dignos de amor, de ser amados. Mas não queremos estar na outra ponta, ser quem ama de fato, na alegria e na tristeza. Mas a Bíblia nos ensina a resolver estas questões. De fato não temos em nós a capacidade de amar. Mas em Deus encontramos a fonte que pode suprir nossa falta. Nós amamos porque somos amados por Deus!

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